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terça-feira, 9 de outubro de 2012

O que é um Papa?

Papa Francisco, o atual Papa da Igreja
Papa é o título dado ao Bispo e Patriarca de Roma, supremo líder espiritual da Igreja Católica Apostólica Romana e também chefe do Estado do Vaticano.

A eleição de um Papa é feita através de votação (secreta desde 1274) dos cardeais com menos de 80 anos e reunidos num conclave. Em teoria, qualquer homem batizado pode ser eleito para Papa, embora se escolha sempre um dos Cardeais. O cargo é vitalício, e até agora, apenas o Papa Celestino V resignou quando se retirou para um convento.

O Papa é auxiliado pela Cúria Romana no governo da Igreja Católica. O último Papa foi o polaco Karol Wojtyla (João Paulo II), eleito em 1978, falecido em 2 de abril de 2005, sendo o segundo pontificado mais longo da história. No dia 19 de Abril de 2005 Bento XVI foi eleito o novo papa e o é até hoje.

O primeiro chefe da Igreja Católica, o primeiro Papa, foi São Pedro, a quem, Jesus Cristo disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja” (Mateus 26,18-19).
O evangelho reflete a vontade de Jesus Cristo de que os seus discípulos permanecessem unidos sob a direção de Pedro, a quem Cristo deu o nome num momento solene, levando os seus apóstolos a uma cidade edificada junto a uma falésia, Cesareia de Filipo: "Tu és Pedro e sobre esta pedra, edificarei a minha Igreja. A ti darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus" (Mateus, 16, 13-20).

O governo hierárquico da Igreja Católica baseia-se posteriormente na autoridade dos sucessores dos Apóstolos, chamados Bispos, reunidos em concílio sob a autoridade do primaz de todos os Bispos, o Bispo de Roma, porque tanto São Pedro como São Paulo morreram em Roma, e daí a igreja da cidade ser reconhecida como cabeça das demais. Para o caso de São Paulo, além do testemunho das suas cartas desde a prisão em Roma, existem testemunhos arqueológicos e escritos do seu martírio em Roma.
O mais importante é o caso de São Pedro, de quem propriamente se considera que sucedem os outros 264 Papas. Nas excavações arqueológicas realizadas na segunda metade do século XX por baixo do altar maior da Basílica de São Pedro no Vaticano provou-se que o túmulo principal ali situado, junto a várias inscrições com o nome "Petrus", contém vestígios do século I. Existem adicionalmente testemunhos escritos. Dentre os mais importantes estão:

• A carta de Clemente Romano (terceiro sucessor de Pedro), dirigida no ano 98 aos fiéis de Corinto. Nela menciona-se o martírio de Pedro em Roma no ano 64, e também o de Paulo. O fato de que se dirija com autoridade a uma Igreja distante (grega) deixa claro que os cristãos reconheciam a autoridade do sucessor de Pedro.

• Vinte anos depois (117), o Bispo Inácio de Antioquia (Igreja que também havia sido presidida por Pedro), escreveu sete cartas aos seus fiéis enquanto viajava para Roma, como condenado à morte. Numa delas pede aos cristãos romanos que não intercedam pela sua libertação, esclarecento que "Não os comando como Pedro e Paulo". Além de testemunho do martírio romano dos principais apóstolos, mostra a submissão das demais igrejas à de Roma.

Nos dias de hoje, o papel político do Papa traduz-se no exercício de um cargo cerimonial, religioso e diplomático de grande importância.
O Papa dispõe, para os católicos, de autoridade religiosa em matéria de fé e moral. É igualmente quem aprova e preside às cerimónias de beatificação ou canonização, e à nomeação de Cardeais. O Concílio do Vaticano I de 1869-1870 definiu o dogma da "Infalibilidade Papal", pelo qual os pronunciamentos oficiais do Papa a respeito da fé e moral não apresentam possibilidade de erro.

Via:cancaonova

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